5 Difficult Situations Where ‘Letting Go’ Is The Best Decision You’ll Ever Make

1. When the people you love hurt you

We’ve all been hurt before. We let people in, and they shatter us. So we develop a ‘thick skin,’ as they tell us we should. But there are two different types of thick skin, the good and the bad. The first is when you develop resilience that keeps you strong; you don’t let people’s mistakes shatter you. The second is when you hold on to the fear of getting hurt. So you develop this ‘thick skin’, coated with fear and avoidance, as a barrier to block people out. This will ruin you; to avoid attachments for the fear of getting hurt is to avoid life.

2. When your bad habits turn into poison

We all have bad habits. While sometimes a bad habit is as simple as biting your nails, a bad habit can also turn into an anchor that prevents you from reaching your full potential. The thing with bad habits is that they provide us with comfort, so we just keep going back to them. Our brain tricks us into thinking that we must keep going back because that is the pattern of destruction we have created. But bad habits aren’t constricted to smoking, excessive drinking, and gambling. Bad habits can also be people you keep going back to, poisonous thoughts you hold on to, and self-abuse. In order to finally free yourself of the shackles that bind you to these habits, you must understand that a habit is a cycle. Each time you re-perform an activity, it just gets easier and easier to perform, and it eventually doesn’t require mental effort. So, you become stuck in a vicious cycle. Once you recognize this, you can overcome it.

3. When you put up a good fight, but you lose

It’s hard to let go of something you’ve put so much time and energy into. One of the worst things in life is putting so much effort into something, only to have it turn into ‘wasted effort.’ But what most people do not realize is that effort is never wasted. Sometimes you put everything you have into something, and it fails. But the lessons you learn about yourself and the world around you can propel you forward to even greater things. You must learn how to harness the energy you put into something and use it, along with the lessons you learned, as a catalyst for other ambitions in life. Don’t let the thoughts of wasted effort hold a sour note in the back of your mind.

4. When you fall in love with someone you aren’t compatible with

Contrary to popular belief, it does happen. Your ‘perfect match’ and the person you love do not always have to be synonymous. We are often told that we will fall in love with people we are compatible with; this is the biggest myth. People fail to accept the idea that the person they love might not be right for them because they were taught to believe that love always wins. In a perfect world, this might be true, but this world is far from perfect. Sometimes logic and circumstances get in the way. Sometimes you love someone, but they just aren’t good for you. So take a good, hard, look in the mirror, and tell yourself to leave before it hurts too much to look at them.

5. When you enter a new chapter in life

As we grow, we enter new chapters in life. We move to new cities, we leave old friends, people leave us, we grow, and we learn. It’s just a part of how life works. People tend to hold on to what they think their life should look like, in fear of venturing into an unfamiliar chapter. Think of life as your favorite book: some chapters are worse than others. In one chapter someone dies, and in another someone falls in love. You should always look forward to new chapters, because who knows what might happen. The next chapter may be better than the last, or worse, and that’s okay. Imagine reading a book and going through each chapter while your head is stuck thinking about the second one. You find yourself on the last page, and the whole book is a blur. You don’t want your life to turn into a blur. Whether you like it or not, your life will change, and life doesn’t stop to ask whether or not you want to board the ship. So be present and don’t be afraid to make transitions.

Credits: Yasmine Amin / Thought Catalog

Advertisements

Reflexões

Hoje apareceu esta reflexão no meu Facebook. Não sei quem é o autor mas subscrevo-a na sua totalidade:

” É preciso exercitar a capacidade de admirar o outro, enxergando nele qualidades, entendendo que somos humanos e, portanto, imperfeitos. Somente assim poderemos ver além das aparências, pois é justamente aquilo que não se vê com os olhos que torna as pessoas especiais.

Não adianta querermos fugir aos olhos alheios, eles sempre estarão ali, à espreita, para nos julgar e, na maioria das vezes, condenar, assim que cometemos algum deslize, seja em casa, seja no trabalho, ou entre amigos. Parece fazer parte da natureza humana a tendência de apontar as falhas das pessoas aos quatro ventos, ignorando tudo o que elas possuem de positivo.

Da mesma forma, costumamos supervalorizar aquilo de que não gostamos em nós mesmos, ao passo que nos esquecemos de prestar atenção em nossas qualidades, o que acaba contribuindo ao desequilíbrio de nossa autoestima. Tomamos como parâmetro os modelos de perfeição estética que inundam a mídia, afastando-nos da necessidade de regarmos a nossa essência com os valores éticos e morais que devem nos sustentar.

Exactamente porque a sociedade cada vez mais se encontra atrelada ao consumismo, ao culto à forma física e à necessidade de visibilidade social, a superficialidade se torna a tónica que permeia todos os aspectos de nossas vidas. Quanto mais se vislumbra o exterior, menos se enxerga o interior, aquilo que os olhos não vêem, mas que é essencial nas relações humanas: o que cada um possui dentro de si.

Onde impera a futilidade, destaca-se a inveja, pois aí não há como entender que cada pessoa possui aquilo de que é merecedora, ou seja, iremos querer ter aquele tanto de forma igual, ou então que o outro perca o que possui. Quando nos descuidamos de nossa essência, diminuímos nossa capacidade de admirar as conquistas alheias e de tentar chegar até ali apartir de nossos esforços, pois o imediatismo impera.”

Como a adversidade nos pode transformar

Esta é uma boa lição para todos nós, não importa em que fase da vida…

Uma jovem foi conversar com sua avó, e contou sobre o quanto as coisas estavam difíceis na sua vida – o marido a havia traído e ela estava arrasada. Ela não sabia o que ia fazer e queria desistir. Ela estava cansada de lutar e brigar. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia.

Sua avó a levou para a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas no fogão. Assim que a água começou a ferver, colocou em uma das panelas cenouras, em outra colocou ovos, e na última colocou café, sem dizer uma palavra.

Cerca de vinte minutos depois, ela desligou o fogão, colocou as cenouras em uma tigela e os ovos em outra. Então pegou o café e derramou o líquido em uma terceira tigela.

Virando-se para a neta, ela disse: “Diga-me o que você vê.”

“Cenouras, ovos e café,” ela respondeu.

Sua avó trouxe as tigelas para mais perto e pediu que a neta experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. A avó então pediu que ela pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela observou o ovo cozido.

Finalmente, pediu que a neta saboreasse o café. A neta sorriu ao provar seu aroma delicioso, e perguntou: “O que significa isso, vovó?”

Sua avó explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: água fervente. E cada um reagiu de forma diferente. A cenoura era forte, firme e inflexível. No entanto, após ter sido submetida à água fervente, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis – sua casca fina protegia o líquido no interior, mas depois de colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. No entanto, o pó de café foi o único que, depois de colocado na água, mudou a água.

“Qual deles é você?”, perguntou a avó. “Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?”

Pense nisso: Quem sou eu? Sou como a cenoura que parece forte, mas murcho com a dor e a adversidade? Fico frágil e perco a força?

Será que sou o ovo, que começa com um interior maleável, mas muda com o calor? Será que eu tenho um espírito maleável, mas depois de uma morte, uma separação, uma dificuldade financeira ou algum outro julgamento, eu me torno mais difícil e dura? Será que minha casca parece a mesma por fora, mas no interior estou mais amarga, com o espírito e coração endurecidos?

Ou eu sou como o pó de café, que muda a água quente – a própria circunstância que traz a dor? Quando a água fica quente, ele libera a fragrância e o sabor. Se você é como o café, quando as coisas estão no seu pior, você melhora e muda a situação em torno de você. Quando o momento é de escuridão e os obstáculos são mais difíceis, você se eleva a um outro nível?”

Como você lida com a adversidade? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?

Espero que você tenha felicidade suficiente para lhe trazer a doçura, obstáculos o suficiente para lhe trazer a força, tristeza o suficiente para mantê-lo humano, e esperança suficiente para fazer você feliz. As pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de tudo – elas simplesmente aproveitam ao máximo tudo o que vem em seu caminho. Que todos nós possamos ser como o café!

Fonte

Se tu precisas de insistir muito com alguém, é porque essa pessoa não precisa de ti

Eu não vou insistir para tu gostares de mim. Talvez isso soe como uma ameaça, mas não é. É mais como uma bandeira branca. Cansei-me de relacionamentos competitivos, de jogos de interesse, do orgulho ferido. Não concordo que demonstrar o que se sente é sinal de fraqueza. Se eu não despertar em ti o “gostar” naturalmente, então, talvez um de nós não mereça o outro assim tanto.

É claro que já estive do outro lado, o da insistência. Moldava-me aos gostos do outro, adaptava-me à rotina, aos amigos, e até reprimia alguns palavrões na sua frente. Eu achava que isso era fazer tudo certinho, mas na verdade, aos poucos deixava de ser eu para me disfarçar de pessoa perfeita. Acontece que perfeição é utopia, o que define cada um de nós e o que compõe uma relação é o equilíbrio dos defeitos, e não fingir que eles não existem. Como ser humano que sou, eu erro, talvez me arrependa e talvez não. Mas, sobretudo, aprendi a perdoar erros, então tudo bem se formos fracassar, dentro de mim transborda esperança para um recomeço.

Eu prezo pela autenticidade. Se tu tiveres vontade de me ligar de madrugada, liga. Se te sentires inseguro, conversa comigo. Não te contenhas perto de mim, não te esforces para engolir os teus sentimentos. Ninguém está a contabilizar os pontos, a verdade é essa. Tu não cas por cima quando implicas comigo, não me iludes quando me elogias, não me fazes sentir mal se não me ligas no dia seguinte. Eu não preciso da tua aprovação para me sentir bem comigo.

Eu não vou insistir para tu gostares de mim. Tu precisas aceitar que nem tudo poderá ser mudado. Precisas aceitar-me como sou, se me quiseres. Essa pessoa prontinha, feita de propósito para ti, não existe. Por isso, ca ao lado de alguém que desperte o melhor em ti e uma verdadeira transformação vai acontecer. Isso se chama afnidade. No m das contas, cada um sabe dentro de si até que ponto está disposto a ser o grande amor da vida de alguém.

Autor desconhecido

Fonte: Blog Já Foi

Privações de emigrante

Fonte: Facebook de Ricardo Sousa e Aventar

Não consegui aguentar. Desatei a chorar.
Hoje no meu voo de Geneve para o Porto, um voo carregado de emigrantes Portugueses sentou-se junto a mim mais um deles. Nada de novo até aqui.
Minutos depois de ter pedido uma sandes que apenas consegui comer metade e por trás dos auriculares ligados a um iPhone oiço uma voz. “Deve querer ir a casa de banho”, pensei. Instantaneamente levanto-me… mas não. Um sorriso indica que e outra coisa. Tiro um auricular. “Ainda vai comer mais? Importa-se que fique com o resto?”. E nestes momentos, nestes segundos em que saímos dos nossos hiper-conectados mundos e do nosso stress diário que caímos naquela que e a essência humana. Disse-lhe que não, chamei o chefe de cabine e pedi mais uma sandes. Dei-lha.

Mas esta história para mim foi muito mais que uma sandes ou um momento semi auto-congratulante para colocar no Facebook, foi um verdadeiro reality-check.

Ao conversar com o José (raramente o faço num voo), fiquei a conhecê-lo melhor. 40 e muitos como diz ter mas sem querer concretizar, há ligeiramente mais de 2 anos a trabalhar em Vevey na Suíça. Trabalha na construção, vive com 2 colegas e não vê a mulher e as duas filhas há mais de 2 anos. Dois anos!!! Perdeu a entrada da filha na universidade – mas não reclama porque diz que é para isso (e que para a outra também possa ter esse “luxo”) que está na Suíça. O skype ajuda, diz mas a “saudade mata”. E foi para isso que poupou e comprou este voo. Vai ver as filhas, a mulher, a mãe que não vê ha tanto tempo. Vão estar no aeroporto, assegura-me. Não duvido. Diz que saiu de Portugal depois de a fábrica onde trabalhou quase 20 anos ter fechado, não encontrou mais nada em quase um ano de procura. “sou trapo velho” diz.

Como é possível aguentar esta saudade? Como e possível não se queixar? Como é possível dizer-me que está “bem”? Como e possível trabalhar “das 8 às 10″ (faz um part-time também) para poder mandar dinheiro para Portugal para a Rita e a Sofia? E mesmo assim sorrir?

Não consegui, enquanto soltava lágrimas num misto de perplexidade e compaixão, ele ria-se. “Não estou doente homem. Não há motivo para chorar”.

É de facto esta a geração que está na lama. Não os 20-something, não os “cérebros que fogem”, são os pais desses cérebros – chamemos-lhes os músculos. Esses tem muito menos oportunidade, muito menos capacidade de se adaptarem. Esses estão a reconstruir uma vida depois de já terem construído uma. Esses estão a passar pela maior privação de todas. Estar longe da família que criaram, das pessoas que amam.

Boa sorte José, e obrigado por este momento.

De Portugese connectie

Bron

  

(foto’s: Jan Smets)
Dat er een Spaanse connectie is met onze stad is geen geheim.  Door onsKareltje die in Mechelen groot werd, hangend aan de rokken van tante Margareta, en later een alomtegenwoordig vorst werd in wiens Rijk de zon nooit onderging, kwamen stad en contreien in Spaanse handen terecht.  De doorluchtige Keizer had Spanje geërfd van zijn grootouders, de oer-Katholieke Koningen Ferdinand en Isabella.  Habsburg zette hiermee voet op het Iberische schiereiland.  Nu nog komen tal van Spaanse toeristen afgezakt naar onze Dijlestad, op zoek naar de roots en kinderjaren van onze ‘gedeelde’ Keizer.  Da’s algemeen geweten.  En toch is er ook een adelijke link met Portugal, de Spaanse buur op datzelfde Iberische schiereiland.  Of er ook Portugezen doelbewust naar Mechelen komen om dit stukje geschiedenis te herontdekken weet ik niet.  Enige tijd geleden kreeg ik wel de vriendelijke vraag van een Portugese uitgeverij met de vraag of ik een paar foto’s wou leveren voor een historisch werk dat men daar aan het klaarstomen was over de ‘Rainhas consortes de D.Manuel I’.  Hiervoor wou men ondermeer graag een foto van het Hof van Savoie, de residentie van Margareta van Oostenrijk…
Ik ging er graag op in, en ik vergat het voorval haast tot ik een flinke tijd later het boek kreeg toegestuurd dat toen vers van de pers was gerold.  Natuurlijk was ik hier erg blij mee, al versta ik geen jota van Portugees.
Maar hiermee was ik toch wel geboeid geraakt in de Portugese connectie.  Blijkbaar heeft men in Portugal toch wel interesse in de ‘Vlaamse ‘stamboom van ‘onze’ Karel V.  In Lissabon kwam ik in het Mostero dos Jeronimos – het prachtige klooster in Bélem – al eens Margareta van Oostenrijk tegen…, in een expo over de adelijke bloedlijnen.
Margareta – ‘Margarida’ – is na het fiasco van het kinderhuwelijk met de Franse dauphin, uitgehuwelijkt aan Juan – Joao – van Spanje.  Je weet wel: de Spaanse kroonprins, en zoon van Isabella Van Castilië en Ferdinand van Aragon, die de basis legden voor een groot Spaans Rijk, de Moren buitenkieperden, en door een gewiekste huwelijkspolitiek gelieerd wilden worden aan andere belangrijke Europese vorstenhuizen.
Het lijkt de Katholieke Koningen aardig te lukken.  Dochter Catharina mag voor het altaar met Hendrik XIII van Engeland.  Het loopt daar later wel met een sisser af, en Hendrik zal na het dumpen van de Spaanse nog aardig wat andere dames in bed krijgen.
Dochter Isabel krijgt een ring aangeschoven door Alfonso van Portugal (en over haar handelt het boek ondermeer…)
Kroonprins Juan wordt de echtgenoot van de Habsburgse prinses Margareta van Oostenrijk – zoals ik al schreef.  En om het plaatje compleet te maken, besuittenMaximiliaan van Oostenrijk en het Spaanse vostenpaar, ook nog wat extra’s te arrangeren.  Filips (de Schone), broer van Margareta, mag trouwen met weerom een andere Spaanse koningsdochter.  En zo werd een dubbelhuwelijk gesloten.  Margareta met Juan, en Filips met Johanna (de later ‘Waanzinnige’ genoemde).
Het vervolg is gekend.  Na een daverend feestje en een reeks blijde intredes legt de uitgeputte Spaanse kroonprins er het bijltje bij neer.  De jonge Margareta is weduwe en keert terug naar de Nederlanden.  Dit tweede huwelijk werd weer geen succes.  Het derde waar ze eerst schoorvoetend in toestemde, wordt dat wél.   Het is liefde op het eerstee gezicht, en da’s uitzonderlijk voor een gearrangeerd huwelijk.  Maar helaas: Filibert van Savoie sterft jong, en de rouwende Margareta verhuist naar Mechelen.  Ze zal haar geliefde echtgenoot nooit vergeten.  Haar residentie in onze stad zal het Hof van Savoie heten, en later wil ze begraven naast hem in Bourg en Bresse…
Ook het huwelijk van haar broer Filips met Johanna is géén lang leven beschoren.  Filips sterft in nogal onduidelijke omstandigheden, en Johanna wordt gek van verdriet. Niet meer in staat de vijf kinderen op te voeden komt een deel terecht bijtante Margareta in Mechelen – waaronder het kind met de ‘gouden toekomst’: Karel.
Het is een brok geschiedenis, waarin Mechelen een mooi decorstuk mag wezen.
Ik bekijk de stamboom in het Portugese geschiedenisboek, en moet even wennen aan de Portugese schrijfwijze van de vele adelijke bekendheden…
Het geeft me toch nog wat meer zicht op de Spaans-Portugese verbanden in het adelijke familieverhaal.
Zo zie ik dat Isabel, de dochter van Ferdinand en Isabella – en zus van Johanna (de Waanzinnige) en kroonprins Juan (tweede echtgenoot van onze Margareta) , niet alleen huwde met Alfonso van Portugal, maar later ook met Manuel van Portugal.
En Karel V heeft niet alleen Spaans bloed in de aders lopen via zijn moeder en grootouders, maar ook Portugees.  Immers: Isabella van Castilië was een dochter van een Portugese prinses: Isabella van Portugal, die huwde met Juan, koning van Castilië en Leon.
Geraak je er nog wijs uit?  Het is in ieder geval duidelijk dat de Portugese en Spaanse monarchieën flink gelieerd waren met mekaar.
En zo maakt het dat wie in Portugal  zo’n tikkeltje geboeid is in de geschiedenis van de vroegere monarechen, vroeg of laat ook een omwegje maakt naar Vlaanderen… en Mechelen. 
Mechelen heeft  – hoe graag we ook dwepen met titels als feitelijke hoofdsstad der Nederlanden en residentiestad van Margareta van Oostenrijk – nooit de méést opwindende rol mogen spelen in het schouwspel van de geschiedenis.  Maar een mooi decorstuk zijn we wel altijd geweest – zéker in die glorierijke periode.

Het boek ‘Rainhas consortes de D.Manuel I’ ligt hier voor mij, en ik blader er graag in – ook al ben ik het Portugees allesbehalve machtig.  Ik ben een tikkeltje trots dat ik een (hele) kleine bijdrage mocht leveren hieraan, en dat Mechelen toch een leuke voetnoot kreeg in deze afleveringen van Royalty van lang geleden…

En of Portugese toeristen nu afgezakt komen naar Mechelen met enige kennis over dit stukje geschiedenis?  Ik durf het betwijfelen. Of ze evenzeer geboeid zijn als hun Spaanse buren bij wie de link nog véél duidelijker is?   Ik denk het niet.

Maar als je er vandaag of morgen ééntje tegenkomt: weet het te signaleren!   😉

Educação moderna

Excelente texto de Mia Couto
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Are we successful as parents?

>

Many people ask themselves this question but for me the answer is very easy. When I see that my children are happy, that they help their friends, that they don’t lie or steal, and they do their best in the World… then I know that I am a successful parent. If there are things that I am proud of in my life is that I do my best as a Father to these 3 people that we made with so much love.
 
Being a parent is not only putting food on the table or giving shelter. Being a parent is not only spoiling your kids with toys and money. It’s a lot more than that, first of all is providing your children a safe haven, that they know that when they enter the home they are safe from the World. But for me the most important is to listen to what they and their friends have to tell you. By allowing your children talking to you and trusting you, you are building the foundation for when things get tough, that they will always know to whom they can turn to. This requires that you need to turn off the TV when your favorite show is on, that you need to listen to the same stories hundreds of times, that those websites/e-mails have to wait and that maybe you need to work over hours tomorrow to be able to attend your child singing that song at school. Do we do that?


http://rcm.amazon.com/e/cm?t=miguinbelg-20&o=1&p=8&l=bpl&asins=074327377X&fc1=000000&IS2=1&lt1=_blank&m=amazon&lc1=0000FF&bc1=000000&bg1=FFFFFF&f=ifr