A arte de saber beber

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Ontem o meu filho perguntou-me o que é que eu faria se algum dia ele chegasse a casa bêbado. Fiquem sem palavras porque nunca tinha pensado nessa hipótese uma vez que passei 25 anos sem beber e esse problema nunca me aconteceu. Passados alguns minutos respondi-lhe que o bom apreciador não bebe “uns copos atrás dos outros” mas que um copo ou dois no máximo chegam para se apreciar uma boa bebida. Dei-lhe o meu próprio exemplo e disse-lhe que a única vez que ele me viu “mais para lá que para cá” foi porque misturei diversos tipos de vinho e não bebi com moderação. O resultado foi o terem visto um pai mais alegre do que conheciam e terem passado uma noite a rir. Isto já para não falarem das vezes em que essa recordação vem à baila.

Desde esse dia cada vez que bebo que tento mostrar ao meu filho e às irmãs como bebo e todo o meu ritual para apreciar um bom vinho ou uma boa cerveja. Frequentemente oiço as minhas filhas a comentarem “o papá está a adorar o que está a beber”. Há dias em que eles me querem preparar algo para beber e eu deixo, mas quando não me apetece também lhes digo que não e explico porquê. Não quero que eles se tornem em “esponjas” como muitos Belgas que conheço. Aqui neste país da cerveja começa-se a beber logo a seguir ao pequeno almoço, é só ir a um café e constatar, já para não falar do clube dos braços riscados (nome que dou a todos os que fazem uma risca no braço por cada cerveja bebida). E quantos braços com mais de 30 riscos eu já vi por aqui!
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