Bébé nasce no lavabo do hospital

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No Correio da Manhã de hoje vem uma reportagem no mínimo escandalosa e que revela a insensibilidade que muitos portugueses sentem quando se deslocam a um hospital. Há que sensibilizar os profissionais de saúde que quem os procura são pessoas e que merecem toda a atenção e dedicação e que não são simples números. Já para não falar que são os cidadãos que lhes pagam os salários…
Tomo liberdade de transcrever o artigo aqui:
Ana foi ao hospital pela primeira vez às 23h11 de 21 de Março, “cheia de dores” e já com “contracções”. Foi mandada para casa. “A médica disse que não estava na hora, que eu estava só de 36 semanas, e mandou-me tomar um banho e beber chá.” Quando ia a chegar a casa, rebentaram-lhe as águas e voltou ao hospital, às 02h22, já de dia 22. O médico que a atendeu disse-lhe que “tinha quatro dedos de dilatação e que o parto ia demorar 12 horas”.
“Já sentia a cabeça do bebé, gritei muito com dores, mas avisaram-me para não fazer escândalo. O médico disse que me ia dar epidural, mas depois foi atender outra pessoa, levaram-me para a sala de partos e deixaram–me sozinha”, recorda Ana. O pior veio a seguir. “Uma enfermeira disse para ir à casa de banho fazer um clister. Sentei na retrete e quando fiz o clister senti uma dor horrível e o bebé caiu no chão”, conta, revoltada com a situação: “Depois, vieram muitos para me ajudar e ainda riram, dizendo que ele estava com pressa de nascer. Foram negligentes. A única coisa que fizeram foi cortar o cordão e limpar o bebé.”
Adriano continua internado e os pais receiam que a queda no parto tenha provocado lesões.
SEGUNDO PARTO COMPLICADO
O nascimento do primeiro filho do casal, Afonso, há três anos, nas antigas instalações do Hospital de Cascais, também não correu bem. “Levou quatro dias para nascer, apanhou uma infecção generalizada e ainda hoje é acompanhado. Eles evitam fazer cesarianas e quem sofre são as mães e as crianças”, diz Ana Sousa. Para este segundo filho, Ana tinha uma gravidez considerada de alto risco, devido ao facto de ter 38 anos, e sente-se revoltada por não ter sido atendida com todos os cuidados no dia do parto.
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