Que regime para Portugal?

Tanto a República como a Monarquia têm as suas vantagens e os seus inconvenientes. Na Monarquia temos um soberano que desde o berço é preparado para um dia mais tarde assumir a função de Chefe de Estado, cargo esse que será meramente cerimonial mas onde representará o País melhor que ninguém no estrangeiro. Também tem a qualidade de unir os cidadãos em redor de um passado comum e tem o dever de ser independente face à classe política e económica.

Numa República temos a escolha do Chefe de Estado e mudar se não estivermos de acordo (embora numa Monarquia também se possa obrigar o Rei a abdicar) mas ele não será independente. Estará sempre ligado aos interesses económicos e políticos que o elegeram. Não é imparcial. Pode assumir o Poder sem ter a preparação exigida para o desempenho da função e é mais dado a ridicularizar o País quando menos se espera (quem não se lembra de ver Mário Soares a passear em cima de uma tartaruga…).

Com D. Duarte no Trono não vejo Portugal tornar-se uma Monarquia moderna como no as existentes no Norte da Europa. Ao contrário do protocolo nesses países, D. Duarte age como um rei feudal que se permite à tradicional cerimónia do beija-mão que se realiza a cada 1 de Dezembro. Tive oportunidade de o cumprimentar uma vez no Mosteiro dos Jerónimos quando tinha 14 ou 15 anos, e quando me dirigia a ele prontamente me estendeu a mão para ser beijada. D. Duarte tem uma boa visão do País mas depois ridiculariza a instituição monárquica com salamaleques que apenas vemos em certos países asiáticos. D. Duarte vive no passado e se um dia aspira vir a ser Rei, terá de se rodear de bons conselheiros e não apenas de pessoas de “sangue azul” que apenas anseiam que os seus títulos sejam restaurados ou então aspiram a receber um título devido à sua lealdade à Coroa. Por isso é imperativo que os seus filhos, principalmente o Infante D. Afonso, tenha uma educação moderna, que tenha amigos como o mais comum dos mortais e seja preparado o melhor possível para um dia, se for esse o desejo dos Portugueses, poder vir a assumir o Trono de forma a que os Portugueses se vejam representados nele.

A República não foi referendada e foi baseada no assassinato do Rei e do Príncipe Herdeiro, tendo o Infante D. Manuel feito o seu melhor dentro das suas limitações. Por isso sou monárquico em Portugal e apenas aceitarei a República quando esta for submetida a referendo.

Para mim, o Rei de Portugal continua a ser D. Manuel II.

Para terminar, gostaria de salientar que no Norte da Europa os monarcas assinam o seu nome apenas com o nome próprio, sem título. O herdeiro da Coroa Portuguesa assina “D. Duarte“…

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